21 de junho de 2017

Sobre a Base de Conhecimento

Agricultores enchem os alimentos de veneno. Índios e sem-terra são assassinados impunemente por fazendeiros. Vastas extensões de florestas nativas são derrubadas para dar lugar a plantações de soja ou criação de gado. O agronegócio brasileiro só pensa no lucro, exportando a maior parte da produção para outros países.

Essas são apenas algumas das ideias disseminadas e fixadas nas mentes de parcelas expressivas de brasileiros. Conceitos que tratam o termo “agronegócio” como se fosse um palavrão, uma coisa feia, da qual deveríamos ter vergonha. Quase sempre, essas frases são passadas adiante até mesmo por pessoas de boa-fé. Ou porque viram alguma crítica em uma novela, ou porque acreditam em uma ONG, sem nem mesmo conhecer a origem e os reais interesses da organização. Em resumo, agricultores e pecuaristas são vistos como os vilões da história, os malvados que querem acabar com tudo e com todos a fim de reinarem absolutos.

Você já parou para pensar se isto tem alguma lógica? Ou, pelo menos, ficou curioso para saber se existe um outro lado nesta história? Ou, então, por que essa “quadrilha” de produtores rurais não é exemplarmente punida e levada para a cadeia? Se aquele agricultor que não se importa em envenenar a população terá no futuro para quem vender a sua produção? Afinal, estarão todos mortos envenenados. Claro, estamos exagerando. Mas o excesso na comparação é necessário para que consigamos chamar a atenção para o este outro lado.

Não somos coniventes com aqueles que desrespeitam o ser humano e a natureza. Mas também é preciso ficar claro que fazemos parte de um setor da economia essencial para a manutenção do ser humano sobre a face da Terra.

Em termos históricos, há não muito tempo, em 1900, éramos 1,6 bilhão de habitantes. Hoje, somos 7 bilhões. Até 2050, seremos mais de 9 bilhões de bocas para alimentar. Não é possível, hoje, pensar a produção de alimentos como se estivéssemos em 1900. Precisamos de produção de alimentos em larga escala. Lutamos para que isso seja feito sem agredir o meio ambiente, respeitando todas as leis em vigor e sob rigorosa fiscalização.

O Brasil, embora com clima desfavorável – quente e úmido – tornou-se um dos principais celeiros do mundo. Com o desenvolvimento da Agricultura Tropical, resultado da pesquisa que envolve universidades e empresas de tecnologia, somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia. Tudo isso, tendo 61% de nosso território intocado. Não é pouca coisa. Ao contrário, é um dos maiores feitos desse país. Algo que não pode ser jogado fora, nem injustamente criminalizado.

Nosso objetivo com este Banco de Argumentos é, com isenção, sem paixões e sem preconceitos, mostrar a realidade de um modo mais abrangente. É um convite ao pensamento.