Brasil usa produtos proibidos em seus países de origem?

 

Clique nas caixas para expandir

Não é bem assim


Fala-se muito que certos produtos foram proibidos na Europa e seguem sendo usados no Brasil. Na verdade, os países europeus mudaram os limites (ou parâmetros) aceitáveis de resíduos desses produtos.


Se produtos agrícolas brasileiros estivessem cheios de veneno, o país não conseguiria exportar


Para exportar, é preciso ter certificações. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a certificação consiste em atestar publicamente, por escrito, que determinado produto, processo ou serviço está em conformidade com determinados requisitos, que podem ser: nacionais, estrangeiros ou internacionais. A certificação assegura qualidade e, por isso, possibilita competitividade.


Segundo o Ministério da Agricultura, os serviços responsáveis pelo setor de insumos pecuários nos estados emitem um certificado sanitário nacional que acompanha a carga até os pontos de saída do país. Os Serviços de Vigilância Agropecuária (SVA) e as Unidades de Vigilância Agropecuária (Uvagro) em portos, aeroportos, postos de fronteiras e aduanas especiais são os responsáveis pela emissão do Certificado Sanitário Internacional que acompanhará a mercadoria até o destino final.


Somos um país tropical


Sim. O clima no Brasil requer o uso de produtos que são desnecessários em países de clima temperado, onde o frio exerce papel fundamental no controle natural de pragas.


O Brasil, por ser majoritariamente tropical, não conta com invernos rigorosos, que naturalmente eliminariam pragas e ervas daninhas. Por ser uma região quente e úmida, há muito mais facilidade de proliferação de insetos e doenças nas lavouras, exigindo o uso de defensivos.


Sem o uso dos defensivos, a colheita brasileira cairia pela metade. Para manter a produção, seria necessário dobrar a área cultivada.


O agro acompanha as inovações tecnológicas


A comunidade científica brasileira está atenta ao desenvolvimento tecnológico voltado ao campo. O Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) discute a sustentabilidade da atividade agrícola.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *