Agronegócio promove o desmatamento?

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Você sabia que 61% do território nacional são preservados?


Para começar, é importante lembrar que 61% dos nossos 851 milhões de hectares são formados por vegetação nativa. Deste total, 11% são áreas de preservação permanente localizadas dentro das propriedades rurais, previstas no Novo Código Florestal.


O Brasil é um dos líderes do agronegócio mundial mesmo destinando apenas 19% de sua área a pastagens e 8% para a agricultura.


Com mais investimentos na capacidade técnica e gerencial dos pecuaristas brasileiros e manejo adequado das pastagens, é possível duplicar o número de animais por hectare, aumentando ainda mais a produção pecuária e abrindo a possibilidade de ampliação da produção agrícola nacional, com o melhor aproveitamento destas áreas. O mesmo pode ser dito em relação ao aumento da produtividade das áreas agrícolas.


Segundo a revista Agroanalysis, da Fundação Getúlio Vargas, em sua edição de janeiro de 2014, o Brasil está na vanguarda da tecnologia para produção de alimentos e energia na região tropical. Nos últimos 21 anos, a área plantada com grãos no País cresceu 40%, enquanto o volume produzido aumentou em 220%. Se tivesse sido mantida a produtividade de vinte e um anos atrás, seriam necessários 66 milhões de hectares adicionais, além dos 53 milhões cultivados hoje, para colhermos a mesma quantidade da safra de 2012. Resultados positivos também são observados em outras cadeias, como a de carnes, a de celulose e papel, a de agroenergia, entre outras.


Dados divulgados recentemente apontaram um aumento de 28% na taxa de desmatamento entre 2012 e 2013 no Brasil, o que levantou questões sobre a responsabilidade da produção agropecuária quanto a este número. Nesse sentido, a análise do desmatamento recente da região amazônica aponta como causa principal o investimento na infraestrutura das regiões florestais. A construção de estradas e hidroelétricas, por exemplo, tende a causar impactos diretos sobre a mata. Indiretamente, as obras de infraestrutura valorizam as terras, que, por sua vez, incentivam a ocupação humana e o desmatamento.


O Brasil ocupa posição de destaque na produção agroindustrial. Os diversos elos das cadeias produtivas da agricultura brasileira respondem por volta de um quarto do PIB (Produto Interno Bruto), garantem o superávit da balança comercial ano após ano e são responsáveis pela geração de mais de um terço dos empregos no País; além de o incremento da produção ter sido baseado, em grande parte, no aumento da produtividade, o que poupa terra, no sentido contrário ao desmatamento. Como exemplo, entre 1950 e 2006, ganhos de produtividade na pecuária brasileira pouparam 525 milhões de hectares.


http://www.sigmaagro.com.br/site/a-realidade-da-ocupacao-do-territorio-brasileiro/


http://www.agroanalysis.com.br/1/2014/editorial/o-agronegocio-e-o-seguinte-desmatamento-a-culpa-nao-e-do-agronegocio


http://www.agroanalysis.com.br/1/2014/sustentabilidade/pragas-agricultura-brasileira-ameacada


Desmatamento da Amazônia não é culpa do agronegócio


Nas últimas décadas, a área plantada com grãos cresceu 40%, enquanto o volume produzido aumentou em 220%. Resultados positivos como esse também podem ser observados em outras cadeias, como a da carne, celulose e papel, agroenergia, entre outras. A análise do desmatamento recente da Amazônia aponta como causa principal o investimento na infraestrutura das regiões florestais. A construção de estradas e hidrelétricas causa impactos diretos sobre a mata. As obras de infraestrutura, por sua vez, incentivam a ocupação humana e, em consequência, o desmatamento.


A revista Science publicou artigo de um grupo de cientistas liderados por Matthew C. Hansen que considerou imagens de satélite de 2000 a 2012 no qual destacou o esforço brasileiro para conter o desmatamento na Amazônia.


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