Transgênicos causam deformações e câncer?

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Homem modifica alimentos há milhares de anos


Desde que inventou a agricultura, há cerca de 10 mil anos, o homem vem domesticando e modificando alimentos. Há muito tempo, o alimento consumido pelos humanos deixou de ser aquele encontrado em sua forma pura na natureza.


A partir da primeira Revolução Industrial, no Século 18, o planeta passou a experimentar progressos tecnológicos em diversas áreas, como transportes, medicina, comunicações etc. Até o final do século 18, a maioria da população européia vivia no campo e produzia o que consumia. De maneira artesanal, o produtor dominava todo o processo produtivo.


Nos últimos 200 anos, foram inventados a máquina a vapor, a eletricidade, o avião, o automóvel, o cinema, o rádio, a televisão, a penicilina, a pílula anticoncepcional, o computador e a internet, entre tantas outras inovações. É natural que a evolução tecnológica tenha chegado também à produção de alimentos. Importante lembrar que o mundo não tem mais 1,6 bilhão de habitantes, como em 1900. Hoje, somos mais de 7 bilhões de seres humanos sobre a face da terra. E a previsão é que seremos 9 bilhões em 2050.


Os organismos geneticamente modificados (OGMs) existem desde a década de 1970. Até agora, no entanto, a discussão sobre os transgênicos tem sido cercada de medo e preconceito.


Pesquisas garantem: além de não oferecerem riscos, transgênicos são benéficos


Vamos aos fatos: uma pesquisa publicada em maio de 2016 pela Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, examinou mais de mil estudos sobre o tema. A conclusão foi a de que os OGMs estão longe de ser um perigo. Ao contrário, não oferecem riscos à saúde e, usados corretamente, trazem benefícios para agricultores e ambiente.


Os dados dizem respeito a milho e algodão dotados de genes que os tornam resistentes a certos insetos, e à soja, milho e algodão resistentes a herbicidas. Estes produtos constituem a maioria das culturas transgênicas do mundo. Os pesquisadores não encontraram qualquer evidência de que os transgênicos tiveram impacto sobre os casos de câncer, obesidade, diabetes, autismo, doença celíaca ou alergias alimentares. No que diz respeito ao meio ambiente, o levantamento também revela que não foram encontradas quaisquer relações entre problemas ambientais e as culturas geneticamente modificadas (GM).


Ou seja, a conclusão é que os transgênicos são seguros para a alimentação humana, animal e para o meio ambiente. A Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos reúne cientistas prestigiados e, desde 1863, serve de conselheira para as decisões do governo norte-americano.


Para a confecção do relatório, o comitê de pesquisadores, além de examinar mais de mil publicações acadêmicas sobre organismos geneticamente modificados (OGM), ouviu mais de 80 manifestações em audiências públicas e seminários e analisou mais de 700 comentários enviados pela população. O texto afirma que os especialistas não encontraram diferenças que apontem para um maior risco dos alimentos transgênicos quando comparados com variedades convencionais.


Para a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) e Ph.D em Ciências Biológicas, Adriana Brondani, o levantamento confirma o que décadas de análises e experiência no campo já demonstravam. “Ao longo de 20 anos de adoção de transgênicos no mundo, período em que esses produtos foram rigorosamente testados, a biotecnologia agrícola trouxe benefícios agronômicos e demonstrou potencial para resultar em outros ganhos para a sociedade”.


Em estudo anterior da Academia, divulgado em 2010, concluiu-se que a engenharia genética trouxe benefícios para o meio ambiente e para os agricultores.


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Transgênico é um organismo que recebe um ou mais genes de outro organismo.


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