Uso de defensivos é indiscriminado?

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Diz a sabedoria popular que só loucos rasgam dinheiro. Ninguém em sã consciência utiliza defensivos indiscriminadamente, pois estaria desperdiçando dinheiro.


Da maneira como a questão é apresentada, até parece que os agricultores têm o desejo maligno de envenenar a população. Nada disso. Agricultores são pessoas de bem que apenas desejam desenvolver a sua atividade em paz e segurança. Praticamente todos os agricultores fazem o uso correto de defensivos. Quem não o faz deve ser orientado e/ou, se for o caso, punido.


O problema das pragas nunca será totalmente resolvido. Por isso, é preciso pesquisar constantemente. De 2005 para cá, foram identificadas 35 novas pragas nas culturas brasileiras. Recentemente, apareceram três espécies inéditas: Helicoverpa punctigera, no Ceará; mosca-da-haste-da-soja, no Rio Grande do Sul; e Amaranthus palmeri, no Mato Grosso do Sul. Esta última, sem controle, pode levar a perdas de 80% a 90% da lavoura.


É também importante ressaltar que já nos anos 1990 os produtos de útima geração apresentavam redução das doses empregadas e níveis de toxicidade cada vez menores


http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/agroanalysis/article/viewFile/27215/26080


http://www.agroanalysis.com.br/1/2014/sustentabilidade/pragas-agricultura-brasileira-ameacada


Produtores modernizam controle da pulverização


Hoje, existem sistemas de telemetria que podem ser acompanhados por meio de um simples aplicativo em um telefone celular.  Eles ajudam a produtor a identificar sobreposições e desperdícios.


Em clima quente e úmido é impossível não usar defensivos


Ao contrário da Europa ou dos Estados Unidos, o Brasil não pode contar com o inverno para exterminar pragas. Sem longos períodos de neve para conter insetos e ervas daninhas, os agricultores brasileiros (e de outros países tropicais) se valem de agrotóxicos. Além disso, podem aproveitar a terra por mais tempo que os países com inverno rigoroso. Isso explicaria porque consumimos tanto desses produtos por aqui. Mas a média brasileira não está tão longe dos países europeus. Segundo o IBGE, cada hectare cultivado do Brasil recebe 6,9 quilos de agrotóxicos. A França gasta 4,6 quilos por hectare; a Holanda, 9,4.


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